V Fausti: O modelo que venceu a depressão, o coma na UTI e viu na passarela a sua cura

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V Faust, 25 anos, nasceu em Mossoró (RN) e foi criado em Angicos, pequena cidade do sertão potiguar. Sua relação com a moda começou cedo, aos 13 anos, impulsionada pelo acesso à internet após se mudar para Macaé (RJ), onde viveu até os 24 anos antes de decidir se aventurar em São Paulo em busca de novas oportunidades.

Ao longo da trajetória, V Faust enfrentou um dos períodos mais desafiadores de sua vida: um quadro depressivo severo que exigiu cinco anos de tratamento. Foi nesse momento delicado que a moda deixou de ser apenas interesse e se tornou refúgio — e, mais do que isso, ferramenta de sobrevivência emocional. “Sou sobrevivente”, costuma afirmar.

Durante o tratamento, iniciou um curso de Personal Stylist, que precisou interromper por dificuldades financeiras. A prioridade, naquele momento, era a estabilidade emocional. Ainda assim, a moda permaneceu presente como espaço de criação e resistência.

Aos 20 anos, viveu um episódio que redefiniria sua história. Após um coma de três dias e nove dias sob observação em estado clínico delicado, surpreendeu a equipe médica ao recuperar a consciência. O acontecimento marcou um ponto de virada. Para ele, foi como nascer novamente — e a partir dali, decidiu que transformaria sua vida e perseguiria com ainda mais determinação os próprios sonhos.

Superados os desafios, retomou seus objetivos e reconstruiu seu caminho com persistência. A primeira vez na passarela permanece como memória vívida e emocionante — a materialização concreta de um sonho que, por muito tempo, existiu apenas como desejo.

Desfilar para Silvio Pompeu já seria significativo. No entanto, integrar um desfile com temática inspirada nos Anos 80 tornou a experiência ainda mais especial. A década, marcada por nomes como Thierry Mugler e Gianni Versace, é uma das principais referências estéticas do modelo e ajudou a moldar sua identidade criativa.

O desfile representa, para V Faust, mais um capítulo de reafirmação — a oportunidade de apresentar seu talento ao mundo depois de atravessar adversidades profundas. Ele também faz questão de agradecer à equipe envolvida na realização do projeto, que, ao lado de Silvio Pompeu, tornou o momento possível.

Hoje, o modelo segue determinado, focado no aperfeiçoamento profissional e guiado por um lema que carrega como manifesto pessoal, inspirado na canção “Ride”, de Lana Del Rey: “Eu não pertencia a ninguém, pertencia a todo mundo. Não tinha nada e queria tudo. Com um desejo ardente por cada experiência. E uma obsessão pela liberdade.”

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